A contribuição de Maria Angélica para o desenvolvimento da região de Assis

[et_pb_section bb_built=”1″ admin_label=”section”][et_pb_row admin_label=”row”][et_pb_column type=”4_4″][et_pb_text admin_label=”Text” background_layout=”light” text_orientation=”left” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”]

MARIA ANGÉLICA DIAS DE REZENDE BARBOSA

Maria Angélica de Souza Dias nasceu em 06 de maio de 1923 na cidade São Paulo, caçula de uma família 11 filhos, filha de José Cândido de Souza Dias e Maria Angélica Ferreira da Rosa e Souza. Fez seus estudos no Colégio Nossa Senhora do Patrocínio em Itu,
Colégio Sion e Collegio Stafford ambos na cidade de São Paulo. Fez curso de Formação Familiar do Centro de Estudos e Ação Social quando adquiriu seus conhecimentos sociais.
Casou-se em 19 de setembro de 1945 com Renato de Rezende Barbosa, passando a assinar o nome de Maria Angélica Dias de Rezende Barbosa. De seu casamento nasceram três filhos: Renato Eugênio, Roberto, José Eugênio.
Possui nove netos e sete bisnetos. Depois de seu casamento mudou-se para a Fazenda Nova América em Tarumã onde inicio seus projetos de ações sociais. Foi incentivadora e promotora de eventos culturais na Fazenda Nova América como bailes, desfiles de moda, festas juninas, cinema, torneio de futebol. Promoveu a criação do Grupo Escolar para atender as crianças que moravam nas colônias,
assim como, para alfabetização de adultos.
Faleceu em 20 de setembro de 2017, na cidade de São Paulo, sendo sepultada na cidade de Assis em 21/09/17.

[/et_pb_text][et_pb_gallery admin_label=”Gallery” gallery_ids=”3268,3269″ fullwidth=”on” orientation=”landscape” show_title_and_caption=”on” show_pagination=”on” background_layout=”light” auto=”off” hover_overlay_color=”rgba(255,255,255,0.9)” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid” /][et_pb_text admin_label=”Text” background_layout=”light” text_orientation=”left” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”]

Maria Angélica Dias de Rezende Barbosa

Faleceu em São Paulo no último dia 20 de setembro, e foi sepultada em Assis neste dia 21/9, a sra. Maria Angélica Dias de Rezende Barbosa, viúva do saudoso empresário e homem bem sucedido nos negócios que desbravou esta região para o plantio de cana e instalar uma usina de açúcar e álcool, que faleceu há 14 anos, concidentemente no mesmo 21 de setembro em que Maria Angélica, nos deixou. Ela deixa três filhos – Renato Eugenio, Roberto e Jose Eugenio, 9 netos e 7 bisnetos __e um grande número de familiares. Esta uma pessoa muito querida, e seu nome está ligado a história do desenvolvimento da região do Paranapanema, pois foi a grande companheira do marido Renato na fundação do grupo NovAmérica. Mudou-se para Assis em 1945, época em que o casal iniciou um processo de mudança da economia rural e do agronegócio, e vem a falecer exatamente 75 anos depois que a empresa foi fundada e em que se casou. Segundo a sua nora Katia de Rezende Barbosa, casada com José Eugenio , Manjeca, como era chamada pelos familiares e amigos mais íntimos,  ela era uma mulher perseverante, tinha como o marido o espirito empreendedor, era muito envolvida nas questões sociais, e deixa como legado de vida, inúmeras lições de vida, mas os dois principais eram a família e o amor. Aliás, Maria Angélica , que gostava de realizar muitas festas na fazenda e usina NovAmérica, para reunir os seus empregados que moravam numa colônia que existia no entorno da indústria de álcool e açúcar, tinha um cuidado especial com todos que a cercavam, realizando já naquela época um trabalho social de grande valia, visando transformar a vida das pessoas, a começar pela alfabetização de adultos e crianças, dar conselhos e indicando os caminhos corretos, e valorizando a dignidade de cada um. Esses conceitos a tornaram uma mulher admirável e amada por todos, pois era algo que vinha de um coração generoso, sempre disposto a servir ao próximo com seu espirito acentuadamente caridoso. Ela começou o seu projeto social primeiro na colônia da fazenda e da usina, e depois estendeu essa experiência para Tarumã e Assis. Com seu trabalho, mudou o perfil social das pessoas numa época bem diferente da que se vive hoje, da tecnologia digital que, via de regra, distanciam as pessoas.Naquela época não havia asfalto e as estradas eram de chão batido. Executou um programa que visava ensinar os primeiros cuidados para se cuidar dos bebês, educar e alfabetizar as crianças, sempre apostando no conhecimento, na função primordial da escola e nos professores,  até o pleno exercício da cidadania. Esse era o pano de fundo de seu trabalho social. Não se tratava de um mero assistencialismo. Mas algo mais relevante, mais profundo, de uma mulher que estudou em bons colégios na capital e tinha uma grande experiência para cuidar de vidas.

Em Assis, Maria Angélica deixou o mesmo legado. Monsenhor Floriano de Oliveira Garcez testemunhou, em depoimento feito na missa de corpo presente, que ela se preocupava em ajudar a Maternidade e a Santa Casa, ajudando nas necessidades da nossa Misericordia, de forma sempre incansável, de notável disposição para o trabalho. “Conhecia-a desde mocinha”, disse ele. De seus 94 anos, ela viveu em Assis  cerca de 75 anos. Nesse tempo, formou uma das famílias mais tradicionais da região, a Rezende Barbosa,  grupo que hoje é um das maiores plantadores de cana do mundo, produzindo energia limpa , o etanol, para preservação do meio ambiente. O senhor Renato, ao cuidar  da sucessão dos negócios, deu aos filhos a concepção  de preservar o maior bem, que é a terra, grande potencial de riquezas, e de trabalhar com foco na produtividade, usando as tecnologias disponíveis em cada época desses 75 anos de fundação.  E compartilhava suas ideias, revolucionárias para a época, com a esposa Maria Angélica que apoiava de forma irrestrita seus empreendimentos, pois tinha um espirito destemido, sempre pronta a vencer os desafios. O casal tinha um tino de empreendedorismo muito nato e aguçado. Apenas para dar um exemplo da contribuição que deu a Assis no processo de seu desenvolvimento, o Assis Tenis Clube existe hoje porque ele, senhor Renato, apoiado por Maria Angélica e um grupo de amigos, idealizou e tomou a iniciativa de construir aquele importante complexo de lazer para a sociedade local, no meio de um matagal, bem longe do centro da cidade, mas pensava à frente.

Só a NovAmérica, sob a gestão de seu neto Fábio, filho do senhor Roberto Rezende Barbosa, emprega hoje cerca de 2.200 pessoas, e remunera seus colaboradores de maneira digna. Chegam a receber até o 15o. salário no ano. Além da NovAmérica, o filho José Eugenio administra outra empresa do grupo, a Agroterenas. E Renato Eugenio tem empresas no Mato Grosso. São os maiores fornecedores de cana do grupo Raízen, o maior produtor de combustível ou de energia limpa do país.

É de se reconhecer que a matriarca da família Rezende Barbosa, dona Maria Angélica teve uma participação decisiva em todo esse processo, que foi transmitido através das gerações da família, onde hoje, os seus netos já substituem seus pais, filhos de dona Manjeca e do senhor Renato.  É o caso de Fábio, que é diretor superintendente da NovAmérica.

Deixa como legado, uma família simples, sem vaidades ou ostentação, mas inteiramente dedicada ao trabalho perseverante. Mais: uma família onde o que une todos é o amor. Este é o maior legado que essa grande mulher e esposa deixa a todos nós. Partiu sem sofrer , pois ficara apenas dois dias hospitalizada, mas fica a dor da saudade, de alguém que soube empreender e transmitir seus ensinamentos com um largo  sorriso no rosto e de quem amava ver a felicidade das pessoas mais humildes . Esse lado humano de Maria Angélica definia a sua personalidade e se identificava muito com os anseios das pessoas. O seu falecimento entristece a todos que a conheceram e conviveram com ela. Mas o legado que nos deixa será sempre uma referência de vida para a família e para quem compartilhava de sua amizade, além do trabalho que construiu com a sua família.

[/et_pb_text][/et_pb_column][/et_pb_row][/et_pb_section]