Pandemia Restringe Arrecadação

Além de ceifar preciosas vidas, a pandemia provoca uma queda na arrecadação do município, de tal forma que os principais projetos têm que ser adiados neste ano por ausência de recursos. A avaliação é do prefeito José Fernandes ao fazer um resumo desses primeiros 5 meses de mandato. Acostumado a realizar obras e a enfrentar os grandes desafios no primeiro mandato, o prefeito busca recursos em outras fontes, através das emendas parlamentares para atender novas necessidades da população, mas não fluindo no ritmo desejado. Também a receita própria é lenta, porque o índice de inadimplência é grande. “Os contribuintes não estão pagando impostos em decorrência da crise econômica que é brutal, exigindo grande aporte financeiro para o combate ao Covide 19”. E acrescenta que reconhece que pouca coisa aconteceu em 2021, por conta da pandemia, que a seu ver está complicando todas as ações quer publicas ou privadas. Na sua visão pouca coisa deu para fazer,a não ser gerenciar essa crise sanitária. “Nós só vamos voltar ao normal quando toda a população estiver vacinada. Dentro do cenário que estamos vivendo, não há condições de se voltar ao normal”. Disse que a pandemia onera os cofres públicos em relação a crise sanitária  e a gente fica inviabilizado de desenvolver projetos em relação as dificuldades que estamos enfrentando.

Comentou que a proposta do governo federal de socorrer as micros, pequenas e medias empresas pode ser uma saída para reanimar a economia e ajudar quem quer empreender. Acredito que o governo tem caixa para ajudar os pequenos empresários, a maioria endividada, sobretudo quem não tinha reserva financeira própria para continuar trabalhando. Essa e outras medidas são necessárias, mas tudo isso tem que ser levado para a pratica, porque só o programa ficar na teoria, de pouco resolverá esse problemas. A liberação de dinheiro pode amenizar essa atmosfera sem perspectivas mais objetivas.

Fernandes disse que os grandes projetos de sua nova gestão terão que ser adiados, pois está focado mais na pandemia, num esforço incomum para salvar vidas. Não dá para pensar em grandes projetos. Temos que fazer o custeio e a manutenção do que já existe, tendo em vista a escassez de recursos. É realmente muito difícil e nós temos que ficar com o pé no freio”.  O chefe do Executivo salientou que o problema da crise sanitária já havia passado, quando fomos surpreendidos com nova onda do coronavirus, bem pior do que a primeira. A situação ficou mais caótica em o país. E não sabemos até quando vai isso, nem mesmo a própria ciência é capaz de fazer um prognóstico para dar resposta a tantos problemas.  Você não vê vontade, no bojo de uma crise sem precedentes em todo o mundo, de se fazer novos investimentos e o empreendedorismo está estagnado. Há uma paralisia geral por parte dos empresários que foram obrigados a engavetar novos investimentos. São raras as manifestações desse anseio, que poderia minorar o desemprego, porque a pandemia é assustadora. Para mim, o futuro é incerto ainda. Não consigo ver ainda uma luz no final do túnel. Estamos no platô da pandemia com mais de dois mil mortos por  dia. Não dá para se pensar em fazer alguma coisa nova em cenário de uma grande tragédia.

Com relação ao fornecimento de remédios a quem precisa, Fernandes explicou já no ano passado procurou manter um estoque de medicamentos bem razoável, um investimento estimado em 3,5 milhões de reais, quando na maioria dos municípios faltava produtos, inclusive na rede do SUS.

José Fernandes lembrou a liberação de 500 mil reais para a Santa Casa, em virtude da grande demanda que aquela irmandade tem, e nós sempre fomos parceiros desse hospital. O dinheiro foi liberado assim que a Câmara aprovou o projeto transferindo os recursos. O seu trabalho de combate ao Covid é tido como referencia em toda a região e não podíamos deixar de oferecer essa valiosa ajuda financeira.  Sentimos uma obrigação moral de fazer esse repasse em função do extraordinário trabalho que vem realizando em favor da nossa população. Por esta razão repassamos meio milhão de reais com origem da fonte 1 da Prefeitura.

Fernandes não acredita que o sistema de saúde vai ser reformulado depois da crise. Segundo ele, o que o governo federal tem que fazer são os repasses num nível que remunere o custo dos serviços. As entidades filantrópicas tem condições de fazer a gestão e o sistema funciona com qualidade. Como o sistema é sub-financiado os prejuízos são enormes e não suportam o custo de manutenção, cabendo as prefeituras fazer uma sustentação complementar. As OAS gastam mais do que arrecadam do governo federal, gerando um déficit que onera a gestão.

APRUMAR 

A Aprumar que é um projeto agroindustrial bem sucedido e teve origem realizar alguma coisa para ajudar os pequenos produtores. Hoje já industrializa parte do fornecimento de leite e fabrica iogurtes de excelência para uma cadeia de supermercados. E esse perfil de agroindustrial que precisa ser implantado na região, para gerar riquezas e renda. Os produtos do laticínio são de excelente qualidade, naturais e sem conservantes. São distribuídos três sabores para o consumo. E o que tem vende, afirma o idealizador do projeto José Fernandes.

Ele aduziu que é difícil administrar uma cooperativa, mas com solidez e muito trabalho é possível viabilizar projetos agropecuários para ajudar o pequeno produtor rural. Essa é realmente a grande virtude da Cooperativa Aprumar.

Para o prefeito, para se pensar num novo normal, é preciso reduzir drasticamente o índice de mortalidade que vem sendo registrado diariamente. Sem a solução desse grave problema social, que inquieta pessoas de todo mundo, e não apenas do Brasil. Só com essa equação solucionada, daí sim pode se pensar em novos projetos de interesse da população. Na verdade, não está dando tempo para se pensar num novo normal.