Empoderamento da sociedade

O prefeito de Tarumã Oscar Gozzi vem inovando o seu estilo de gestão, com base em dois pilares principais: a criação das Unidades Básicas Zero, geridas por um coordenador/gestor e participação das forças vivas locais; e o empoderamento da sociedade. Isto é, a sociedade ganha status administrativo e poder de decisão, independente do prefeito eleito pelo voto popular. Essa proposta vem apresentando grandes resultados, com economia de recursos. E ao contrário de muitas cidades que enfrentam sérias dificuldades financeiras, tem até superávit e está com todas as suas pagas religiosamente em dia.

Veja as explicações de Oscar Gozzi sobre esse novo modelo, sui generis a nível de Brasil, dentro do âmbito publico.

O prefeito Oscar Gozzi, que inicia o seu quinto mandato (desde que o município foi instalado nunca perdeu uma eleição), disse considerar que o seu legado para Tarumã ainda não terminou e que há novos desafios a enfrentar ou em marcha. Um deles é o empoderamento da sociedade que passa a se organizar em forma de grupos, que são as Unidades Básicas Zero , para decidir quais são as prioridades que elas devem  enfrentar.  A ideia é a sociedade tarumãense é exercer o seu papel de cidadania, ocupa o espaço necessário para que a sociedade esteja nas mãos da cidadania com os direitos e seus deveres. Na gestão mais própria nós já fizemos no mandato que passou uma implantação de um projeto chamado zero, ou seja, o UBZ.

Em razão desse modelo, o gerenciamento de Tarumã hoje ele é proposto , é concebido e gerenciado por unidades básicas. Temos seis secretarias e cada uma tem as unidades básicas, com um coordenador que propõe um gerenciamento , listando tudo o que vai gastar, desde material de limpeza até telefone, internet, combustível, reforma , manutenção , pessoal , PPR (participação nos resultados que agrega valor aos servidores que cumprirem suas metas na administração municipal), adicionais, insalubridade, ou seja, toda a despesa que vai se gastar naquela unidade. O gestor define  uma proposta e isso vem para uma mesa de debate. Fechado esse processo , é enviado a Câmara que delibera sobre o assunto. Aprova ou não. O gestor já sabe o que está aprovado e ele decide o que vai fazer; não depende de prefeito, de secretário para aplicar esses recursos orçamentários. Então,  a gestão ficou descentralizada, com empoderamento total. Assim a gente tem economia, agilidade e o nível de satisfação aumenta muito, porque o gestor prioriza aquilo que é mais prioritário para a população.

Nos quatro anos que passaram foi um resultado magnifico , porque permitiu que houvesse economia de tal maneira que se pudesse enfrentar a economia através da economia de racionalização de custos. Esse sistema de gestão não impactou nos compromissos, pagando tudo em dia, não ficando nada para pagar , ficou dinheiro em caixa, tivemos superávit e não tivemos que dispensar ninguém na pandemia . Fizemos tudo o que foi necessário num momento difícil para o erário publico, sem ter que dispensar ninguém . A gestão ficou descentralizada e cada gestor foi acompanhando de perto a aplicação dos recursos e isso se traduziu em grande ganho.

O que é o legado pra frente?  É que qualquer pessoa que vier ocupar a cadeira de chefe do poder Executivo, vai ter que respeitar essa metodologia em que a sociedade vai cuidar do orçamento da cidade . Não será a vontade do prefeito ou da Câmara que vai prevalecer. A figura do prefeito vai existir naturalmente conforme prevê a Constituição Federal, mas a execução será da sociedade com autonomia plena para tomar decisões que foram elencadas através das unidades básicas. Importante dizer que o empoderamento é do gestor. Espero que esse modelo fique como legado na sucessão de fatos que virão pela frente.

UBZ: PRÁTICA UTILIZADA NA EMPRESA PRIVADA

Oscar Gozzi disse que não tem conhecimento de que essa sistemática do UBZ exista, a nível de Brasil pela iniciativa pública. É mais comum um modelo ou uma pratica privada. Fiquei sabendo que João Dória quando era prefeito de São Paulo ele usou uma unidade para fazer da UBZ como teste. Mas não sei até que ponto ele avançou com este projeto.

Quando a gente fala em legado em termos da cidade , de prepara-la para a cidade do futuro, nós estamos num caminho de buscar um investimento grande na área social, porque este é um ponto ainda de grande carência no município. Tarumã apesar de muitos dizerem ser uma cidade rica. Não é verdade. Ouso dizer que ela é uma cidade bem administrada com muita humildade . Quando você pega um orçamento, como o de 2020, de dinheiro disponível, fora fundos, previdência, e que venham de outras fontes, Tarumã teve um orçamento de 69 milhões. Quando pego esse valor e divido por 15 mil e 183  habitantes e divido por 365 no ano, viu chegar num ano de 12,7 reais/dia. Então o que é 12 reais? Se chegar numa família com 5 pessoas, são 60 reais/dia. Em 30 dias , são 1 mil e 800 reais. E se você chegar nesta mesma família e dizer que lhe ofereço 1,8 mil por mês, sem precisar recolher nenhum imposto. E aí você cuida com os 1,8 mil, da sua saúde, da sua cirurgia, de seu custeio, com coleta de lixo, limpeza pública, isto é, faça tudo que a cidade faz por esse valor, você topa ? É por isso que cheguei a conclusão de que fazer gestão é colocar a energia no lugar certo , administrar os recursos de forma transparente e transformar tudo isso em benefícios coletivos. Por isso faz parte do desafio dos próximos 4 anos, mais investimentos na área social para fechar o ciclo.

Precisamos avançar para que Tarumã se inclua dentro daquelas cidades inteligentes, as cidades do futuro. Isto é, a gente trazer e utilizar a tecnologia em benefício da população. Hoje Tarumã tem uma rede de fibra ótica com mais de 65 quilômetros, na cidade e administrado pela Prefeitura, trazendo grandes economias e grandes versatilidades. Mas tem muito anda para avançar na tecnologia da área da saúde , da educação, na área social, na tecnologia da própria gestão pública. Deixar um legado para que Tarumã possa ser reconhecida  por trazer benefícios para as pessoas, isso faz parte do legado.   

Para pessoas menos avisada, um projeto desse alcance social poderia ser uma utopia, sobretudo porque a divisão de poder parece ser algo inaceitável. É por isso que a maioria dos que se elegem com promessas mirabolantes, acabam sozinhas talvez por desprezar o apoio da sociedade. Tarumã, inobstante ser uma cidade de apenas 15 mil habitantes, dá o exemplo de que gestões compartilhadas entre o poder eletivo e o poder da sociedade, são bem sucedidas e apresentam resultados extraordinários.